Face ao numero de dias a navegar e ás centenas de milhas percorridas por dia, necessitamos de efectuar reabastecimentos durante as patrulhas, por forma a mantermo-nos permanentemente na nossa área de acção.
Assim, existem espalhados nas zonas de Patulha do Golfo de Aden e Bacia da Somália, Navios Reabastecedores, que passam pelas áreas de patrulha, fornecendo liquidos (nomeadamente água e combustivel) e por vezes produtos sólidos (peças de equipamentos, etc).
Estas "bombas de combustivel ambulantes" são de extrema utilidade numa área tão vasta, existindo uma força naval constituida apenas por navios auxiliares. O nosso reabastecedor foi o USNS "Alan Shepard".
E assim passamos mais um dia no Golfo de Aden!
- A nossa missão
- A Participação da Fragata "Vasco da Gama", como navio-almirante da operação "Atalanta", representa o contributo de Portugal, no âmbito da União Europeia, para garantir o apoio humanitário ao povo da Somália, tal como combater as acções de pirataria no oceano Indico.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
20ABR11 Relatos: Da bicicleta para o tiro por SAR A Mário Rodrigues
Iniciamos uma nova rubrica, desta vez relativa aos momentos e histórias que por vezes ocorrer no decorrer do dia-a-dia.
Assina o primeiro relato o Sargento Rodrigues, escrito na primeira pessoa.
Numa bela manhã de terça-feira, aproveitando as horas de folga decidi aproveitar uma das bicicletas que estava disponível no nosso ginásio, para recuperar a forma física.
Já passava da meia hora a pedalar, quando no ETO (equipamento de transmissão de ordens) se ouviu as intenções de comando “Efectuar tiro ao minuto 35”, nada mais do que dali a uns 4 minutos. Era tempo de uma decisão rápida.
Após uns passos mais largos entrei no Centro de Operações, e fui directo para o meu posto, estranhei um pouco o facto que todo pessoal estava a olhar e o silêncio que se fez, mas depois percebi, afinal eu tinha acabado de entrar em calções e t-shirt e com a toalha do desporto no pescoço.
O tiro saiu á hora prevista e cumpriu-se o tempo, a mim valeu-me umas boas risadas e a boa disposição da Equipa de tiro!!
Mário Rodrigues.
2SAR A.
terça-feira, 19 de abril de 2011
18ABR Perfis: CAB AP Ricardo Pinto
P: Cabo Pinto, fale um pouco de si e das suas origens.
R:Sou o Cabo AP Ricardo Pinto, tenho 26 anos, natural de Almada. Estou na
Marinha hà 8 anos e a bordo deste navio desde 26 de Novembro de 2006. Vivo no
Feijó, com a minha namorada e com o Jolas, um gato de raça europeia. Sou
filho de Irene Mendonça, natural da Madeira e filho de José Pinto natural de
Sintra.
P:Qual a sua função a bordo?
R: Eu a bordo do N. R. P. Vasco da Gama sou Ajudante de manutenção do
sistema de armas (Phalanx) e operador no centro de operações desta arma.
A Phalanx é uma arma de defesa aérea (último recurso de ameaça aérea) –
contra aviões de grandes velocidades como por exemplo aviões a jacto e de
mísseis. Com o novo *upgrade *que a que foi sujeita também poderá ser
utilizada para ameaça assimétrica, isto é, pequenas embarcações que
representem perigo para o navio e/ou aéreos de pequenas velocidades, como
por exemplo helicópteros ou aviões de pequeno porte.
P:Quais são as suas expectativas para a missão?
R: Eu espero que esta seja uma missão que seja cumprida com sucesso sem
nenhum tipo de adversidades de maior, que a finalizemos com todos os
objectivos alcançados, todos os elementos da guarnição de perfeita saúde e o
navio em perfeitas condições pois é com esse objectivo que fazemos valer a
nossa Bandeira Nacional em representação do nosso País.
Devido à importância desta missão espero quando atracar poder desfrutar
dos portos a praticar ao longo desta missão para descanso e lazer.
P:Quer deixar alguma mensagem?
R: Quero mandar um grande abraço à minha família e amigos, não preciso
referi-los pois eles sabem quem são, dizer que apesar de a saudade existir e
se fazer sentir que estão sempre comigo no meu pensamento e no meu coração.
Já agora queria aproveitar para mandar um grande beijinho com muito amor à
mulher da minha vida.
Quero referir também a todos os meus familiares e à minha namorada que
continuem a ter força e que aguentem um pouco a saudade, pois são eles os
que ficam em terra os verdadeiros heróis.
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